foto: Isabella Dib Gremião

Esporotricose conheça mais sobre esta doença

Esporotricose com certeza você já ouviu falar muito dela atualmente nos jornais e na TV. Talvez com outro nome(infelizmente conhecida, como a doença dos gatos ou da roseira.)

Ela é considerada uma zoonose e pode afetar tanto animais como seres humanos. Os animais são os que mais sofrem com essa doença, especialmente gatos e cachorros.

A esporotricose ocasiona lesões e feridas de graus diferentes em várias partes do corpo dos animais. Normalmente a face (olhos, orelhas, nariz, boca) tende a ser o primeiro local afetado.

A esporotricose é transmitida pelo fungo (Sporotrix Schenckii) por meio de uma lesão ou ferimento na pele do gato e do cachorro.

Como saber se o animal está com esporotricose?

A esporotricose também pode facilmente ser transmitida pelos gatos que ainda não estão doentes. Uma vez que o acúmulo de sujeiras nas unhas, por exemplo, poderá vir a se tornar um enorme risco para quem for arranhado por ele.

Embora os sinais na pele e na partes externas do corpo dos gatinhos sejam as mais comuns e percebidas. Isso não quer dizer que a esporotricose atinja, somente essas regiões. Podendo comprometer consideravelmente órgãos internos dos gatos e cachorros, como por exemplo os pulmões.

Descubra a seguir como ocorre a transmissão dessa doença(esporotricose) bem como seus principais sintomas.

Esporotricose

Como acontece a transmissão da esporotricose

Conforme descrito acima, a esporotricose está presente na natureza e pode ser encontrado nos mais diversos lugares.

Como na terra, em jardins e matas e principalmente em locais de pouca ou nenhuma higiene. Necessita de altas temperaturas e umidade para se proliferar, como outros fungos.

São comuns em regiões de climas quentes, onde as condições climáticas são mais propícias para a sua existência.

A esporotricose costuma contaminar muitos seres humanos como os trabalhadores que possuem contato direto com o solo. Por exemplo, floricultores, jardineiros, trabalhadores rurais e mineiros.

Se tiver algum tipo de ferida ou lesão na pele e entrando em contato com material infectado, o animal ou ser humano já é contaminado pelo fungo causador da esporotricose.

Entretanto, o animal também poderá se tornar um transmissor da doença mesmo não apresentando nenhum sintoma.

Todo cuidado deve ser tomado quando o seu gato passa algum tempo mexendo em local “suspeito”. Pois, ele poderá vir a transmitir a doença para você.

Portanto, cuide do local onde seu gato fica e com a higiene em dia. Essas medidas podem fazer toda a diferença para prevenir a esporotricose e outras doenças longe da sua casa.

Esporotricose

Os principais sintomas da esporotricose:

Tanto em gatos como em cachorros, os primeiros sintomas da doença são os mesmos. Porém, podem variar em cada caso.

Os sinais mais observados são feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. Principalmente na cabeça e nas extremidades do seu gato, devido ao contato direto com o fungo.

Como dito anteriormente, os sinais clínicos e sintomas da esporotricose nos gatos, as manifestações clínicas são bem variadas.

Entretanto, como a doença pode afetar várias partes do corpo do animal, incluindo os órgãos internos, a esporotricose pode ser classificada, conforme explicado a seguir:

Cutânea: Nessa etapa se caracteriza por um nódulo de cor normalmente avermelhada e pode ser duro com superfície áspera. Além das patas, essa forma da doença pode atingir os olhos e a boca do seu gato.

Cutâneo-linfática: Forma mais frequente da doença que progride das lesões na pele e passa a afetar o sistema linfático (que tem a função de defender o organismo e transportar líquidos linfáticos para o sistema circulatório) do seu gato.

Disseminada: É a etapa mais crítica da doença. consiste na infecção generalizada do organismo afeta os pulmões, ossos, sistema nervoso central e mucosas, entre outros…

Normalmente, as feridas ocasionadas pela esporotricose não provocam dor ou coceira de nenhum tipo nos gatos afetados. E não é possível eliminá-las com remédios convencionais.

Por favor não “automedique” seu gato, procure um médico veterinário para diagnosticar e tratar o seu animal.

Esporotricose

 

Todavia, nos casos com maior gravidade é possível notar uma série de outros sintomas além dos descritos anteriormente. Por exemplo, febre, apatia e perda de apetite.

E em situações mais desenvolvidas da esporotricose pode ocorrer tosse com catarro, espirros, fadiga extrema, dificuldade em respirar e até a saída de sangue pelas vias respiratórias do gato.

Quanto ao diagnóstico da esporotricose no seu gato e possui tratamento?

Infelizmente, o problema só é notado quando seus primeiros sintomas começam a aparecer. E como muitos dos sinais da esporotricose podem ser confundidos com os de outras doenças (como leishmaniose e herpes, entre outras.)Seu diagnóstico nem sempre é muito simples.

Ao notar qualquer sinal diferente no seu gatinho, a melhor opção é leva-lo a uma clínica veterinária. O médico veterinário deverá pedir uma série de exames.

Mesmo com a gravidade da esporotricose, existe tratamento para o seu pet. Por isso você deve tomar os devidos cuidados com o seu gato.

Isso inclui observar seus hábitos, suas atitudes, sua higiene e sua alimentação.

Cuidados super especiais que você deve ter com seu gato e com o ambiente que ele frequenta:

• Se o seu animal for diagnosticado com esporotricose você deve limpar sempre que possível o local onde ele habita. (pode ser usado cloro e água sanitária.)

• O seu gato deve ser separado dos outros animais que você possua no mesmo ambiente, para que a esporotricose não seja transmitida para os outros bichos.

• Após o contato com seu gatinho, você deve ter uma assepsia impecável, pois poderá transmitir para você (não se preocupe, pois a limpeza evitará que o fungo passe para você.)

• Você deverá manusear o seu bichinho com bastante cuidado, fazendo o uso de luvas descartáveis (não reutilize a luva.)

• O tratamento do animal doente jamais deve ser interrompido sem o conhecimento e a recomendação de um profissional veterinário, pois em algumas cidades o médico veterinário deverá informar ao centro de zoonoses, sobre os caso de esporotricose.

 


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